domingo, 4 de março de 2012
Às vezes fico me perguntando para onde vão os esforços inúteis que nós fazemos. Tantos esforços que ninguém utiliza, para vermos que só perdemos nosso tempo, nossa saliva, nosso amor. Para onde vão os amores que acabam? Para onde vai o que nós fomos? Para onde foi o que nós nunca mais seremos? Onde estão os sorrisos que eu tinha para oferecer antes? Como eu posso medir os de hoje? A vida é sempre uma página virada e uma em branco. Hoje eu ofereço um sorriso e uma constatação de que eu aceito as páginas brancas e os borrões do passado. Não fui melhor antes, não serei melhor depois. Não tenho passado, nem futuro, tenho páginas, muitas páginas, que talvez não haja tempo de reescrever, mas fiz o que pude como escritora de uma vida impulsiva.
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